CONTADOR DE VISITAS




Google+ Followers

Seguidores

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Amor, agulhas e espinhos


Há páginas em mim que não quero ler

Lembranças que decidi não ter

O desejo que alimentei preso ao anzol da vaidade

Já foi manhã de sol

E , ao fim, se fez cinzenta tarde

Não quero do amor a metade

Também não o imagino inteiro

Só quero dele o quinhão verdadeiro

O que é genérico não me interessa

Busco o querer autêntico, que chega sem pressa

Que entra pela porta da frente

Não pela fresta da janela

Sem atalho, sem deixar sequela

Não quero o amor em conta-gotas

Tão pouco o quero entornado

Quero o amor cuidadosamente dosado

Quando a lona espessa da rotina

Se debruça sobre o que sabemos amor

Queremos sair pela porta dos fundos

Encerrar o labor, cumprir a sina

De sermos tão somente dois mundos

Em órbitas solitárias

Complexas moradas

Agulhas se infiltram na alma

Espinhos brotam na carne

Deve haver uma tarde alva

Translúcida... sem acne

Nenhum comentário:

Postar um comentário