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Poema ao acaso

Poema ao acaso

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Memórias de um romance antigo





Naquele jardim encantado

onde nos encontrávamos

Nossos olhos furtivamente

Se cruzavam

De modo discreto

nos aproximávamos

Como dois rios caudalosos

de águas serenas

porém abundantes

Cada qual seguindo seu curso

Rios impetuosos, em ritmado pulso

Vidas paralelas em águas tremulantes

Nossos desejos se emolduravam

no sorriso breve e tímido que trocávamos

no toque plácido das mãos que entrelaçávamos

Deixamos seladas

na copa daquele majestoso Carvalho

as iniciais do nosso nome

bem talhadas

Sempre que a face do céu sorria

em tons de anil

corríamos para o nosso jardim primaveril

onde nossos sonhos se fagocitavam

e ali nos enamorávamos

O que era singular, plural se fez

o amor selou nossa vida

mostrou-nos sua rutilante tez

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