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quinta-feira, 25 de junho de 2009

O Debelar das Feridas




Essa 'Dor terebrante' que me revolta,
cortante, perfurante quase insuportável.
Coloca-me à mercê de um mundo instável,
preciso de ti e de sua escolta.

Essa ulceração aberta pela distância,
será dominada pela fé na vitória,
a perseverança está contraditória,
mas resisto, tenho em mim sua fragrância.

A relembrança do sentir seu ósculo,
por vezes promete a cura e tenta me embair,
adoro iludir-me, pois me faz sorrir,
sinto-me até um monóculo.

Não visualizo nada à frente,
penso estar doente,
e só vejo a ti.
Ferroa minha conturbada vida,
que perdeu-se e até esqueceu da dor,
fico hesitante, ofegante tenho medo do AMOR.
Retorno de minha viagem cinética,
e lembro-me das chagas em meu órgão pulsante,
almejo encontrar a cura,
escapando dessa vida obscura
que vivo neste momento.
Minha fé é dilatada,
acredito em meu triunfo,
e que as dores serão esquecidas,
pois quando tiver coragem,
debelarei minhas feridas

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