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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Rotina da poesia feminina




Quantas vezes é interrompido o pensamento

Pela urgência do momento

Um filho quer colo

Precisa de aconchego

O marido quer atenção

Precisa de um chamego

O telefone toca de um jeito nervoso

A vizinha chora de modo pavoroso

Quer um conselho

Na esquina o cachorro late

Assusta o moço

Olho meu rosto vincado no espelho

O dia é só alvoroço

Será que está pronto o almoço ?

Socorro, a empregada queimou o feijão !

Não é possível... acabou o sabão !

Menina abaixa o volume do rádio

Não quero ouvir tão alta esta canção !

Mas até na urgência

Os versos se aglutinam

Em louvável e misteriosa cadência

As palavras se amotinam

Como bolhas de água fervente

Nasce assim mais uma poesia

Bem lá no fundo...

No interior da gente


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