CONTADOR DE VISITAS




Google+ Followers

Seguidores

Poema ao acaso

Poema ao acaso

domingo, 12 de janeiro de 2014

Rui Barbosa


Poema de Ruy Barbosa que certamente poderia ter sido escrito hoje, pois é atemporal. Um momento de reflexão sobre o que queremos e fazemos com o Brasil. No site Brasil Imperial tem o texto onde Ruy Barbosa fala do assunto. http://www.brasilimperial.org.br/imag... E o vídeo onde Rolando Boldrin esclarece a confusão sobre a autoria do texto. Ele pertence a poetisa CleideCanton e só a parte inal é do Ruy Barbosa http://www.youtube.com/watch?v=ERTmvO... Texto de Ruy Barbosa: "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto ... Essa foi a obra da República nos últimos anos. No outro regime (Monarquia) o homem que tinha certa nódoa em sua vida era um homem perdido para todo o sempre - as carreiras políticas lhes estavam fechadas. Havia uma sentinela vigilante, de cuja severidade todos se temiam a Da Redação que, acesa no alto, guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade gerais. Na República os tarados são os tarudos. Na República todos os grupos se alhearam do movimento dos partidos, da ação dos Governos, da prática das instituições. Contentamo-nos, hoje, com as fórmulas e aparência, porque estas mesmo vão se dissipando pouco a pouco, delas quase nada nos restando. Apenas temos os nomes, apenas temos a reminiscência, apenas temos a fantasmagoria de uma coisa que existiu, de uma coisa que se deseja ver reerguida, mas que, na realidade, se foi inteiramente. E nessa destruição geral de nossas instituições, a maior de todas as ruínas, Senhores, é a ruína da justiça, colaborada pela ação dos homens públicos, pelo interesse dos nossos partidos, pela influência constante dos nossos Governos. E nesse esboroamento da justiça, a mais grave de todas as ruínas é a falta de penalidade aos criminosos confessos, é a falta de punição quando se aponta um crime que envolve um nome poderoso, apontado, indicado, que todos conhecem ..." (Ruy Barbosa - Discursos Parlamentares - Obras Completas Vol. XLI - 1914 - TOMO III - pág. 86/87)

Nenhum comentário:

Postar um comentário