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Poema ao acaso

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sábado, 7 de junho de 2014

Pe. Fábio de Melo - Poema "Amigo" (Arvoreando)



2 comentários:

  1. ]Mito bom, Padre Fabio o Poema do amigo
    não que um amigo apareceu ?

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  2. Ao longo da muralha
    Mário Cesariny

    Ao longo da muralha que habitamos
    Há palavras de vida há palavras de morte
    Há palavras imensas,que esperam por nós
    E outras frágeis,que deixaram de esperar
    Há palavras acesas como barcos
    E há palavras homens,palavras que guardam
    O seu segredo e a sua posição

    Entre nós e as palavras,surdamente,
    As mãos e as paredes de Elsenor

    E há palavras e nocturnas palavras gemidos
    Palavras que nos sobem ilegíveis À boca
    Palavras diamantes palavras nunca escritas
    Palavras impossíveis de escrever
    Por não termos connosco cordas de violinos
    Nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
    E os braços dos amantes escrevem muito alto
    Muito além da azul onde oxidados morrem
    Palavras maternais só sombra só soluço
    Só espasmos só amor só solidão desfeita

    Entre nós e as palavras, os emparedados
    E entre nós e as palavras, o nosso dever falar.

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